Sem Jutificativa – te

Já parou para analisar quantas vezes seu “eu da narrativa” justifica hábitos e ações da melhor maneira possível. É isso que faz que com que eventos que em tese não deveriam acontecer, acontecem. É isso também que faz com que qualquer coisa tenha em si um ponto de partida, um meio e um fim.

Não entendeu? Darei um exemplo: Você acorda atrasado e resolve não tomar café. E você se dirige para o transporte público e acaba tropeçando perto da catraca, no momento de entrar no vagão não consegue um banco porque não foi “rápido o suficiente” para sentar. Seu eu da narrativa alega: Está vendo, se você tivesse tomado café estaria mais alerta.

Esse é um exemplo banal, mas pode se estender para outras coisas, por exemplo, você vê um carro capotado, seu eu da narrativa diz, COM CERTEZA estava bêbado, ou dirigia em ALTA VELOCIDADE. Sempre existe uma justificativa, com algum motivo real ou imaginário, e neste ponto entram os paradigmas, crenças e preconceito. Você supõe algo e generaliza com base nas suas experiências, se não tem experiências neste ponto, então recorre para paradigmas ou modelos, e se ainda sim não tem nenhum relevante, logo pula para as crenças.

Onde quero chegar, generalizar é um processo mental comum, para que o cerébro consiga interpretar coisas e economizar energia, se conseguisse desvincular o eu da narrativa, talvez você conseguisse ver o que de fato aconteceu, e analisar cada caso como um caso, e isso leva tempo e energia, então é sempre mais fácil justificar para que a estória não fique com lacunas.

Faça um teste, se um dia não houvesse justificativa como seria?

Cheguei atrasado
Eu da narrativa: O ônibus demorou, o trânsito pegou.
Solução: Poderia ter saído mais cedo.
Fazendo isso você tira a força da justificativa e não foca no problema, foca na solução.

Se fizer comenta aqui como foi sua experiência. A minha foi assim…