Triângulo da consciência

Sempre que leio, acabo por tirar algumas lições daquilo que li e resumir com as minhas próprias palavras para que o aprendizado seja sólido. E nesses conteúdos li algo sobre o ser.

Não é sobre estar, é sobre ser. Normalmente estamos, estamos nervosos, estamos felizes, mas o que somos? Essa pergunta é muito mais íntima do que parece, íntima no sentido de retirar das profundezas algo que as vezes nem mesmo você tenha parado para analisar. O que você é?

Bom, essa foi uma introdução, mas não é o assunto principal, retomo em outro post este ponto. Quando estamos vivendo em sociedade, todos temos papéis. Papéis como pai, mãe, filho, autoridade ou alguém submisso. Um exemplo, você não fala com seu superior na empresa como fala com seu filho, ambos são papéis além do seu e por sua vez também estão “atuando”.

Ainda dentro disso todos desenvolvem diálogos, sempre obviamente com no mínimo dois participantes, e cada qual exerce sua narrativa. Alguns preferem ficar o mais em silêncio possível, outros falam demais.

Contudo, antes de entrar em mais exemplos, explico como funciona o que nomeei como pirâmide da consciência (sinceramente não vi em outros lugares):

Triângulo da consciência

Essa pirâmide serve para observar e classificar, algo que talvez você não tenha consciência 

(por isso o nome), o quanto os indivíduos repetem alguns comportamentos, ou mesmo que sejam tóxicas para você. Quando se está imerso num mar, e tudo que vemos é água, concluímos que só existe água, mas se por um acaso, você pisa em terra firme, cria consciência de que existe algo mais, e você estava imerso no meio, imerso na água.

O exemplo disso é a crença: você cresceu num ambiente onde tudo chegava ao seu colo facilmente, era pedir e ser atendido. O tempo passa e a situação muda, sua família perde a fonte de renda, e você tem de mudar, obrigatoriamente pois não será possível manter o padrão de vida. Antes você não tinha consciência que existia outra situação além da abastada, afinal você cresceu nela. Não há nada de errado nisso, é apenas para simplificar o quanto as crenças nos cegam, só por ter convivido a vida inteira daquela forma, não faz com que situações distintas não existam, ela só não permeiam sua consciência. O mesmo se dá com pessoas, com o comportamento delas.

Voltando ao triângulo:

A base do triângulo são as pessoas mais densas, e como nesse plano a similaridade é válida, elas aterram, decantam qualquer energia. Elas reclamam e justificam:

_Meu onibus atrasou por isso cheguei atrasada. (mas não acorda mais cedo)

_Nossa todo dia é esse congestionamento (mas não muda o caminho)

_Não consigo comer saudável porque não tenho tempo (mas 15 minutos para fumar 3 cigarros tem)

_No meu trabalho todo dia faço o trabalho de pessoas que não fizeram (mas não procura outro emprego)

Essa base é a “pior”, talvez pior não seria a palavra certa, talvez seja inconscientes. Nesses exemplos que dei temos pessoas que falam de situações cotidianas e que diz respeito somente a si mesmo.

Dentro dessa base temos os críticos. Eles se voltam a qualquer um e transbordam aquilo que está dentro, então proferem críticas a todos, as vezes só pensam, e quando não conseguem segurar, falam. Nesse ponto é importante atentar, pois pessoas assim te jogaram para baixo, mesmo que sem você perceber, não tem como, a convivência vai transformar em modos operandi. Não disse que é impossível se bllindar disso, mas disse que se a convivência ou criação tem muito disso é provável que você tenha esses traços no comportamento e no diálogo interno.

Pessoas que falam dos outros: essas não necessariamente são sinceras com as próprias pessoas envolvidas, as vezes usam de máscaras, para falar em sua presença uma coisa, e pelas costas outra. Normalmente indivíduos demoram a notar esse tipo específico, a intuição ajuda nessa tarefa. São geralmente fofoqueiros, que levam e trazem informações que seriam sigilosas e apenas passadas por confiança que aquilo não seria exposto.

Pessoas que falam de si. Em geral não é um problema, apenas quando acentuado, em demasia que causa danos, afinal quem é cheio de si, não precisa de ninguém, não se importa com ninguém, e tem monólogos. Não acredita? Faz um teste, identifique uma pessoa assim e se aproxime (fisicamente), sem puxar assunto a pessoa começa a falar o que fez no final de semana, como conseguiu aquela promoção, como é capaz e benevolente, e normalmente não tem perguntas, ou se tem, antes que responda ela mesmo já responde, ou independente de sua resposta o monólogo segue adiante sem interferência de sua resposta.

Pensando pelo ser e não pelo ego, o ser é como a natureza, ele só É, e acabou, não precisa diminuir ninguém, não precisa falar de si para se afirmar, afinal ele é através de tudo que faz (como o todo). Todo ato tem do seu ser. Não preciso nem citar que o ser não reclama afinal ele tem pró-atividade e tem consciência de que é co-criador, então muda sua realidade.

Concluindo, atente aos diálogos e comportamentos para escolher literalmente com quem quer andar, lembra da frase: diga com quem andas que te direi quem és. E tem mais uma que cabe, pela suas obras lhe conhecerei.